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Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Saudades de ti...
Sabe amor, tantas e tantas vezes
procurei-te em outros braços,
pensando que certamente teria
o mesmo carinho e doçura que
encontrava nos teus.
Tentei te buscar nas caricias
de beijos,
em lábios diferentes,
mas o calor era outro.
Tenho tentado te encontrar
em amores até mesmo complicados,
mas tu és único.
Quando fostes de mim,
morri um pouco pra vida.
E faço tudo pra recomeçar,
mas o destino tem-me
pregado muitas peças.
A semente deste grande amor,
onde lhe via com os olhos
da alma,
seguiu para onde reside as
mais belas estrelas.
E fiquei mais uma vez só!
Dia destes chorei muito,
ao recordar de ti.
Por saber que o que vivemos,
não mais se repetirá.
Levastes o meu coração
no dia exato em que partistes.
E hoje a saudade invade
o meu ser, na ânsia louca
de meu viver.
Quem sabe em sonhos possa
lhe ver
pois neste mundo,
perdi você!
Izabel Silveira - 22/12/2008
(Poesia em Homenagem ao Pai de minha filha Adriano S.R., Pelos
dezoito anos de sua partida - 19/12/1990)
IZABEL SILVEIRA -
8:48 AM
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
Chuva de saudade...
Ainda me lembro de uma chuva fina,
que assim como eu, parecia chorar
a ausência de dois seres angelicais,
(Adriana e Guilherme).
Chuva insistente, fria e contínua
que aumentava a medida das lembranças
em que me via completamente só.
Voltei ao tempo em que as brincadeiras e
os risos estavam em minha mente horas
antes.
E sofria pela angústia de saber,
que bastaram minutos para que
tudo o que era Felicidade,
se transformasse num imenso pesadelo.
Pesadelo este, que lançava sobre
o meu coração toda a dor que um
ser humano poderia sentir!
As horas passavam e a chuva persistente
fazia com que as lágrimas não tivessem
tempo para secar.
A face doce, linda que só emitia alegria
agora estava ali, estática e sem vida.
O sorriso brincalhão e maduro
desfeito pela fatalidade.
Como dói o coração se perder um filho!
Ainda mais quando as circunstâncias desta,
são brutais e violentas.
A mãe numa hora dessas morre junto
e pergunta a si mesma: - Porque, justo comigo?
Tantos sonhos, tantos objetivos a serem
concretizados, tantos planos concebidos
destruídos numa Estrada da Morte.
Recordo cada detalhe vivido e todas
as vezes que presencio uma chuva fina,
imagino tudo o que passei naquele
dia fatídico e procuro pensar que não
estou sozinha.
Lembro de um dia alguém dizer,
que quando eu olhasse as estrelas
procurasse as mais brilhantes
e certamente os reconheceria.
Sábias e confortadoras palavras!
Pude constatar esta verdade, pois tem
sido o meu consolo.
A dor existe, a saudade persiste
por não tê-los aqui!
Mas creio fielmente, que vocês filhos queridos
estejam no Colo de Deus.
E neste instante emotivo, sussurro á Cristo
no ouvido, uma breve oração:
- Senhor, desculpe-me pela fraqueza, desta dor
que tenho presa dentro de meu interior!
- É que pensei um dia, ir antes de minha filha
deste mundo de ilusões.
- Hoje entendo que no fundo, os levastes deste
mundo, pra evitar um mal maior.
- Agradeço-te o carinho, pela força que me dás e
aproveito pra pedir, cuide destes Anjos por nós!
Cinco Anos sem Adriana e Guilherme, tem sido
uma experiência dolorosa demais!
Este ano o dia 6/12/2008 é sábado, dia da semana
que ocorreu o Acidente e nesta Homenagem eu cito
momentos cruciais que vivi, quando a Tempestade
resolveu cair sobre as nossas cabeças (A minha, de Eliana, José
Paulo e de Paulinha).
A saudade continua grande, mas Deus tem estado sempre presente
em nossas vidas, assim como as recordações, de filhos tão
amados como vocês!!!
Recebam todo o Amor existente na face da terra...
Que a Luz de Deus os ilumine sempre!
Desta mãe que não os esquece,
Izabel Silveira
(Escrito no dia 03/12/2008)
IZABEL SILVEIRA -
6:05 PM
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